Boa notícia para quem sonha em conquistar o imóvel próprio: este pode ser o momento para alcançar o objetivo. Com a queda da Selic – que é a taxa básica de juros da economia brasileira –, as taxas de empréstimos e financiamentos imobiliários oferecidas pelos bancos também reduzem e tornam o início de 2020 propício para os compradores. “Nesse cenário, o poder de compra das pessoas aumenta, porque elas acabam pagando menos juros durante o tempo de parcelamento do imóvel e desembolsando um valor menor na sua entrada”, explica Leticia Bençal, coordenadora de crédito da Construtora Prestes.

De acordo com Leticia, além da redução das taxas de juros para financiar a compra, tem sido mais fácil conseguir a aprovação da linha de crédito imobiliário. “A conjuntura está mais favorável: o desemprego está diminuindo e as taxas de juros dos bancos estão mais competitivas no mercado. Quando as pessoas estão empregadas, pagando suas contas em dia, a análise de crédito é aprovada mais rapidamente. Há seis meses a situação estava mais difícil. Hoje, o cliente está conseguindo comprar com maior facilidade, já que os bancos estão aprovando as condições que o comprador precisa”, afirma.

E como funciona o financiamento imobiliário?

Ao comprar seu imóvel, seja ele novo ou usado, o comprador pode financiar seu pagamento. Para isso, ele negocia o crédito imobiliário com um banco, que paga o valor integral do empreendimento para o vendedor. O dinheiro retorna à instituição em parcelas, no prazo combinado e com os juros acertados com o cliente. Cada banco possui suas taxas e condições de parcelamento, que devem ser levadas em consideração na hora de fechar o negócio. É preciso pesquisar qual deles oferece as melhores oportunidades para o bolso do comprador.

Mas vale mesmo a pena financiar?

Comprar um imóvel é um grande investimento e pode exigir comprometimento a longo prazo: ao financiar o empreendimento, o comprador precisa pagar as parcelas da compra ao longo dos anos negociados em contrato. Então, é natural que algumas pessoas questionem se é, de fato, vantajoso assumir esse compromisso. Pois, para a coordenadora de crédito Leticia Bençal, não há dúvidas: o recurso é a melhor opção para quem não pode pagar um imóvel à vista. “Muitas vezes, a parcela do financiamento é igual ou menor do que um aluguel. Com isso, a pessoa estará pagando por algo que é realmente dela. É vantajoso!”, garante. Entre os benefícios, há a facilidade de liberação do crédito – contanto que a documentação esteja correta e que o nome do cliente esteja limpo –, as taxas atrativas, que podem partir de 5% ao ano, e as entradas com valores baixos.

Além disso, há a possibilidade de amortizar o valor em um tempo menor do que o previsto. “O que a pessoa ganha hoje, possivelmente, não é o que vai ganhar daqui a dois ou três anos. Com um aumento de ganhos, é possível pagar um valor maior do que a parcela inicialmente acordada, quitando a dívida mais cedo”, diz Bençal.

Para quem tem dúvidas se consegue ou não comprar um imóvel com a renda que possui, é possível entrar no site da Caixa Econômica Federal e fazer uma simulação de financiamento imobiliário, com informações sobre prazos e condições de pagamento.

Fonte